2016: O ano que determinará o futuro da carreira de Shakira 2016: O ano que determinará o futuro da carreira de Shakira 2016: O ano que determinará o futuro da carreira de Shakira
2016: O ano que determinará o futuro da carreira de Shakira

Nos últimos dias, rumores têm dado conta de que a colaboração de Shakira e de Maluma chegaria às rádios em breve. O single, cujo clipe teria sido gravado na última semana,  seria o carro chefe do próximo projeto de Shakira, sobre o qual têm-se apenas perguntas.

Porém, a grande pergunta que fica é: será que ainda há espaço na música pop para Shakira?

O ano de 2016 foi marcado por um movimento no mercado musical de forma geral de se afastar do dance pop mainstream (a “farofa”, como conhecemos no Brasil), com artistas de renome como Ariana Grande e Britney Spears falhando em reproduzir o bom desempenho de outrora de seus singles e, paralelamente, outros nomes consolidados como Beyoncé, Lady Gaga e Rihanna, optando por uma guinada em direção a ritmos considerados menos acessíveis para o grande publico e ainda assim sendo bem sucedidos.

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Sempre hábil em manipular e agregar ritmos diferentes sob uma mesma lógica, este momento pode ser oportuno para que Shakira conclame de volta sua posição no topo do mundo de dez anos atrás, quando conseguiu manter “Hips Don’t Lie” por 16 semanas no topo da parada norte-americana. Porém, ao longo dos últimos trabalhos – especialmente a partir do álbum “She Wolf“-  pudemos perceber que este modo hibrido e multicultural de abordar música tem cedido cada vez mais espaço para o eletrodance homogêneo que pareceu – com raras exceções – comandar as paradas nos últimos cinco ou seis anos. Shakira é sempre mais forte quando agrega um refrão chiclete às sonoridades excêntricas de fora do eixo norte-americano sob o qual o mundo parece se guiar (vide as flautas andinas de “Whenever, Wherever” e os elementos orientais que dão sabor a “Ojos Así“)e pode se beneficiar enormemente deste mercado em transição, no qual as novas regras ainda não estão bem estabelecidas.

Por outro lado, o novo material vem num momento em que a imagem da colombiana já não é tão forte como antes: ela vem de uma era negligenciada e perdida entre duas gestações e que não produziu grandes hits e está há muito tempo afastada do grande publico. O último sucesso global de Shakira data de 2010, com “Waka Waka (This Time for Africa)” – ano em que ela iniciou sua última turnê mundial –  e seu último #1 nos Estados Unidos foi há dez anos atrás, com “Hips Don’t Lie“.

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Shakira parece estar consciente de que está engessada em uma cronologia que produz discos novos de quatro em quatro anos quando a tendência é um foco cada vez maior em singles isoladamente lançados o tempo todo (desde o inicio de sua carreira em 2005, não houve um ano em que Rihanna não lançasse singles e o DJ Calvin Harris anunciou recentemente que não produzirá mais álbuns, apenas faixas individuais) e é provavelmente por isso que as colaborações com Maná e Carlos Vives estão aí, para alimentar um publico que quer material novo o tempo todo. Mas estas canções só fizeram algum barulho no mercado de música em espanhol, onde ela já tem grande apelo com a critica e publico, especialmente depois que seu relacionamento com Piqué assumiu o status de Brangelina latino.

A próxima era de Shakira certamente será crucial para toda sua carreira e talvez tão desafiadora quanto seu crossover para a língua inglesa com “Laundry Service“. Sua capacidade de emplacar um hit global oriundo de um álbum em espanhol determinará se Shakira será capaz de sustentar o status de superestrela global por mais alguns anos ou se trocará as turnês de arenas por casas de espetáculo. Mas sempre esperta, ela parece estar ciente de tudo isso. Caso contrário, não escolheria Maluma, um nome tão em evidência no momento, para acompanhá-la neste novo projeto.

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